Fasubra Sindical

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Fórum Nacional Popular de Educação apresenta novo site

 

Confira o conteúdo completo da Conferência Nacional Popular de Educação 2018.

 

O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) lançou uma plataforma na internet www.fnpe.com.br para informar sobre suas atividades e atualizar o conteúdo referente à Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE).

 

O FNPE foi criado em resistência a destituição de algumas entidades, entre as quais a FASUBRA, do Fórum Nacional de Educação (FNE) pela Portaria nº 577/17 e o Decreto de 27 de abril de 2017 do governo federal.

 

As entidades representantes do fórum tem como tarefa pressionar o governo federal e fazer valer a implementação dos planos nacional, estaduais, distrital e municipais de educação e viabilizar a organização da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2018).

 

A CONAPE 2018 será realizada de 26 a 28 de abril em Belo Horizonte-MG.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Fasubra e Andifes se reúnem para discutir a crise nas universidades

 

 

Além da questão orçamentária, o presidente destacou medidas do pacote do governo que vão impactar diretamente os trabalhadores técnico-administrativos em educação, como a mudança de carreira, piso salarial, progressão, e Programa de Demissão Voluntária (PDV).

  

A FASUBRA Sindical em reunião com Emmanuel Zagury Tourinho (UFPA), presidente a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) nesta segunda-feira, 28, apresentou a preocupação da Categoria diante dos graves ataques do governo de Michel Temer ao funcionalismo e à Educação Pública. O evento ocorreu em Brasília-DF, na sede da associação. Os coordenadores Rogério Marzola, Leia Oliveira, Rolando Malvásio, Fátima Reis e Darci Silva representaram a Federação.

 

Tourinho apresentou as dificuldades dos gestores em manter as universidades em funcionamento. Além da questão orçamentária, o presidente destacou medidas do pacote do governo que vão impactar diretamente os trabalhadores técnico-administrativos em educação, como a mudança de carreira, piso salarial, progressão, e Programa de Demissão Voluntária (PDV).

 

Orçamento

 

Os reitores aguardam a decisão de anúncio do governo de aumentar o déficit orçamentário para 2018, já que houve contingenciamento de orçamento e investimento. Mas, segundo o presidente da Andifes, caso isso ocorra o Ministério da Educação (MEC) não dá garantias de liberar todo o recurso das universidades. “Não tem como fechar o ano com as contas em dia. Algumas universidades acumulam contas de anos anteriores e não conseguem fechar a conta, mesmo com 100% de liberação de recursos. A situação é muito difícil para todas as universidades”, disse Tourinho.

 

Investimento

 

Segundo o presidente, o MEC realizou um levantamento das obras paradas nas instituições federais de ensino. Para conclusão das obras seriam necessários R$ 3 bilhões. A previsão de conclusão das obras seria de três a quatro anos se não tivesse ocorrido o corte.

 

Ações da Andifes

 

Para 2018, após rodadas de conversas com o MEC, a Andifes pleiteou recomposição dos orçamentos com referência no orçamento de 2014 com correção da inflação e correção pela taxa de expansão do sistema. Mas não houve possibilidade, devido ao teto de gastos, só garantiram a manutenção do recurso de custeio da matriz e do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).

 


 

 

“Não temos ainda os valores finais de custeio de todas as universidades. O MEC diz que todas as universidades ficaram no custeio maior ou igual a 2017. O governo tem até quinta-feira pra mandar o orçamento para o congresso. Cogitou-se que os recursos de investimento, no total ou em partes, ficariam com o MEC e não para as universidades”, informou Tourinho. A Andifes se posicionou contrária por se configurar como um novo corte de recursos e desrespeito ao princípio de autonomia universitária.

 

 

 

O corte vem acompanhado com a discussão no congresso sobre a cobrança de mensalidade, modelos de financiamento na educação superior, debate sobre a criação de fundos patrimoniais (receber doações de empresas), para substituir recursos do Tesouro. Na ocasião, o presidente informou que o autor da emenda que alterava a UNILA e UFPR retirou a proposta que atacava a autonomia universitária das instituições.

 

 

 

A associação tem conversado com parlamentares da Câmara dos Deputados, Senado Federal e relatores do orçamento de 2018 solicitando emendas favoráveis ao financiamento das universidades.

 

 

 

A Andifes tem procurado articulação com todas as entidades ligadas às universidades para trabalhar em conjunto o enfrentamento da pauta, como a FASUBRA, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), o Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência e Tecnologia (Consecti), o Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de Ciência e Tecnologia, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), para tratar do orçamento das universidades. Será encaminhado um documento à Presidência da República denunciando a crise na Educação.

 

 

 

O presidente disse ainda que será agendada uma sessão especial no congresso para discutir em plenário a crise das universidades, pela Frente Parlamentar Mista pela valorização das universidades federais, liderada pela senadora Margarida Salomão. Tourinho solicitou a parceria da FASUBRA contra as ações que atacam a Educação Pública.

 

 

 

HU

 

A FASUBRA questionou sobre a crise nos hospitais universitários. O presidente afirmou que a parcela do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) prevista para liberação em agosto virá carimbada para a capital. “Se isso acontecer  é muito grave porque os hospitais dependem disso para a compra de medicamentos”, disse Tourinho. Também falou sobre a lentidão das contratações nos hospitais sob gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e dificuldade de funcionamento.

 

 

 

A FASUBRA fez uma análise de conjuntura a partir da  Emenda Constitucional nº 95 aprovada em 2016, mesmo diante da resistência dos trabalhadores técnico-administrativos em educação junto a outros setores do serviço público. A medida congelou por 20 anos os investimentos em políticas públicas e abriu caminho para as reformas propostas pelo governo Temer, superando a política neoliberalista da década de 90 no governo de Fernando Henrique Cardoso.

 

Para a Federação, as intenções do governo são claras quanto ao processo de desestruturação da Educação Pública, captação de recursos privado e extinção de repasse do Tesouro. “Trabalhadores e gestores estão cientes do desmonte e dos ataques que colocam em risco conquistas históricas”.

 

 

A FASUBRA comunicou a paralisação que será realizada no dia 14 de setembro em conjunto com docentes e estudantes em todo o país, para denunciar à sociedade os ataques do governo. Também pautou a criação de uma frente de resistência e mobilização para dialogar com a sociedade, considerando a questão tão grave quanto o que ocorreu na época da ditadura militar. A Federação destacou que o momento é de unidade e a universidade deve se transformar em um campo de debates convocando a sociedade civil.

 

Tourinho apontou a possibilidade de resistência a partir da unidade, mesmo diante das diferenças entre gestores e trabalhadores. “É necessário haver unidade entre os gestores e setores que têm compromisso com a educação pública”. Também afirmou que a ANDIFES permanece na busca de diálogo com o governo, construindo em segundo plano uma rede de defesa das instituições federais de ensino no Congresso Nacional. Segundo o presidente, será pautado o diálogo com a sociedade e a mídia brasileira sobre as consequências do congelamento e contingenciamento dos recursos e investimento das universidades.

 

  

 

Audiência pública REHUF

 

A FASUBRA acompanha no dia 30 de agosto da audiência pública para esclarecimento sobre a exclusão do Hospital São Paulo de recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF) e sobre a situação dos hospitais públicos do Rio de Janeiro. O evento promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família acontece na Câmara dos Deputados, às 9h30min no Plenário 7. O ministro da Saúde, Ricardo Barros é convidado.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Trabalhadoras técnico-administrativas em educação pela visibilidade lésbica

 

29 de agosto – Dia da Visibilidade da Mulher Lésbica.

 

No dia da Visibilidade da Mulher Lésbica, 29, a FASUBRA Sindical abriu espaço para ouvir as trabalhadoras técnico-administrativas em educação que encararam a sociedade para viver sua orientação sexual. O conhecimento do universo particular de cada uma permite compreender e aprender a partir de experiências vividas no cotidiano.

 

As mulheres lésbicas precisam ter voz para compartilhar suas experiências diante do preconceito devido à orientação sexual. Principalmente as mulheres negras e lésbicas por sofrerem discriminação mais opressora.

 

A FASUBRA Sindical acredita no respeito mútuo, independente da orientação sexual, principalmente no ambiente de trabalho. Garantir o direito cidadão de cada trabalhadora e trabalhador técnico-administrativo dentro das instituições federais de ensino é uma bandeira de luta da Federação.

 

História

A data instituída no primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (Senale) ocorrido em 29 de agosto de 1996, no Rio de Janeiro, por ativistas do Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (Colerj), marcou o dia em defesa das mulheres lésbicas.

 

 

Izabel Cristina Firmino

 


 

Mulher, negra, lésbica, mãe, trabalhadora da  Universidade Federal Fluminense (UFF) lotada no Hospital Universitário Antônio Pedro, entrou para a Universidade em 1994.  “Mesmo não tendo vivido os melhores tempos na UFF, segundo meus colegas mais antigos, entrei com a esperança de viver as melhores experiências da minha vida. Estava com quase 30 anos e pensei ser o trabalho mais estável da minha vida. Naquela época eu  militava timidamente no movimento sindical mais ligado a área da saúde do Estado do Rio de Janeiro”.

 

Vida de luta

A primeira luta de Izabel junto com mais de duzentos colegas do mesmo concurso foi pela jornada de trabalho. “Embora tivéssemos assinado um contrato de 40h semanais, todo o restante da Universidade fazia 30h semanais e as chefias nos obrigava a cumprir as tais 40hs”. Após três meses de ingresso na UFF, convenceram o reitor pelo mesmo direito passando a cumprir 30hs.

 

Atualmente, Izabel integra a Comissão Paritária conquistada pela categoria na última Greve da Fasubra pela regulamentação das 30hs para todos na UFF. “Essa noção de que só coletivamente os trabalhadores conseguem mudanças em suas vidas eu sempre tive, mas com certeza na Universidade amadureci  e tenho lutado muito  mais. Ser mulher trabalhadora de HU na Universidade não é algo fácil”.

 

Preconceito

Segundo Izabel, o mundo para as mulheres é difícil. “Sofremos preconceito e assédio, somos objetificadas e desvalorizadas, com toda certeza temos os menores salários e as piores condições de trabalho, quando somos negras, a situação só piora. Se temos a ousadia de não aceitar o padrão de normalidade em nossos afetos, aí vem mais preconceito e pior a invisibilidade. Ser trabalhadora de Universidade em um país que não investe e ainda corta sistematicamente verbas da Educação, já mostra o cenário em que cumprimos nosso cotidiano. É sempre lutando muito e arduamente por nossos direitos”.

 

Divisor de águas

Somente há alguns anos Izabel questionou de fato sua sexualidade. “Os meus afetos, a minha liberdade de vivenciar sem barreiras o que é considerado fora dos padrões, mesmo dentro de um ambiente onde deveríamos ser estimulados a fazer amplo debate sobre qualquer tema. De uma união  heterossexual eu tive meu filho, minha obra prima, meu maior amor”.

 

Vida de militância

Aos 40 anos, Izabel viveu a primeira experiência lésbica. “Foi um divisor de águas em minha vida. Hoje, aos 53 anos me sinto plena em relação a minha sexualidade e afetos. A técnica transformou sua experiência em militância, fazendo questão de assumir a condição de lésbica publicamente. “Entendo que agir desta forma é militância, é naturalizar de verdade algo que há muito deveria ser considerado natural. Eu sinto que tenho essa responsabilidade para com todos LGBTs, porque as estatísticas que apontam preconceito, violência, discriminação, homofobia, lesbofobia, transfobia, bifobia, crime de ódio contra nós não é pequena, é algo assustador. E como trabalhadora da Educação é meu dever educar para a vida”.

 

Para Izabel, há uma necessidade de militar pelo feminismo, aprofundando no feminismo negro, movimento LGBT e Negro, “sabendo a necessidade de tocar cada luta tendo em vista o corte classista que trago da militância sindical e política”.

 

Convicção

“Sou socialista, e acredito que a mudança que necessitamos em todos os sentidos só pode vir através das mãos das trabalhadoras e trabalhadores. Somente a nossa Classe pode fazer a revolução social que o mundo necessita. E que as lutas das minorias, mulher, negros, lgbts não está descolada deste contexto de classes. Não somos oprimidas e oprimidos por sermos mulheres, negros, lgbts. Somos oprimidos porque precisam nos subjugar para nos explorar, e a discriminação, o preconceito, a intolerância são instrumentos que a burguesia se utiliza para nos subjugar enquanto classe”, defende Izabel.

De acordo com a técnica, na UFF iniciou a provocação do debate LGBT para além dos espaços da vanguarda, “queremos trazer nossa pauta para o debate dos trabalhadores, pois somos parte deles, e estender para a comunidade universitária e para além dela”.  Foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho LGBT no espaço sindical para debater e defender o tema. “A nossa ideia se soma com a ação de outros companheiros de outras Universidades neste sentido, e pretendemos ampliar este debate na Fasubra”, finalizou Izabel.

 

 

Aline Avellar

 


 

Uma mulher lésbica, técnico-administrativa em educação (TAE-Jornalista), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Juiz de Fora-MG.

 

Para Aline, passados 21 anos do 1° Seminário Nacional de Lésbicas, ainda é fundamental conferir visibilidade às demandas e existências lésbicas. “É urgente combatermos a histórica discriminação às mulheres que se relacionam com mulheres e, neste sentido, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e os sindicatos da base podem e devem desempenhar um papel relevante”.

 

Defender direitos

As discriminações contra as lésbicas são muitas vezes materializadas em agressões físicas e verbais, ‘estupros corretivos’ (motivados por lesbofobia com a intenção de corrigir a orientação afetivo-sexual), assassinatos, etc. O Brasil é o país que mais mata LGBTTIs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) no mundo, denuncia Aline.

“Defender os direitos das mulheres lésbicas é reivindicar a universalidade dos direitos humanos e, também, a aplicação dos direitos fundamentais que constam na Constituição Brasileira, dentre os quais o direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança”, afirmou a técnica.

 

Nós existimos!

“Contribuir para que nós, mulheres lésbicas, deixemos a invisibilidade é um passo extremamente importante. Do mesmo modo, é fundamental que saibamos da situação de agravamento do desrespeito às mulheres lésbicas em virtude das ‘opressões cruzadas’, ou seja, quando as discriminações se potencializam umas às outras. Em outras palavras, não existe ‘a realidade da mulher lésbica’, mas existem ‘as realidades das mulheres lésbicas’, que variam conforme  classe social, raça, ser cisgênero ou transgênero, etc. As opressões cruzadas precisam ser consideradas para que as ações de combate à lesbofobia sejam eficazes”, reforça Aline.

 

Para Aline, é importante que a Fasubra invista no fortalecimento da Coordenação de Políticas Sociais e de Gênero e incentive a criação de grupos de trabalho (GTs) LGBTTI nos sindicatos da base, para o debate permanente desta temática. Desse modo, estaremos fortalecidas para reivindicar junto às Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) nas quais atuamos, especialmente, que:

 

1. Em seus Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs) conste o respeito às diversidades sexual e de gênero, de modo a assegurar o acesso e a permanência de lésbicas e demais LGBTTIs nas IFES;

2. Criação de políticas afirmativas que contemplem lésbicas e demais LGBTTIs;

3. Oferta de cursos de capacitação para trabalhadoras e trabalhadores que abordem o respeito às diversidades sexual e de gênero;

4. Programas de Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador  que NÃO sejam pautados pela heterossexualidade compulsória;

5. Ouvidorias especializadas que atuem no combate e resolução de casos de lesbofobia;

 

 

Natália Paganini

 


 

Mulher lésbica, servidora técnico-administrativa (Técnica em Assuntos Educacionais) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) há quase sete anos.

 

“Nós, mulheres lésbicas, constituímos um grupo fundamental para a existência democrática e de excelência das universidades, oportunizando, através de nossas diversas formas de viver e amar, a construção de instituições mais comprometidas com a formação humana e política de cidadãs e cidadãos”.

 

Segundo Natália, embora seja um grupo numeroso e de importância, enfrenta desafios de permanência e acesso nas universidades derivadas das opressões cruzadas como a misoginia e a lesbofobia.

 

A técnica acredita que a desigualdade de gênero e a discriminação por orientação sexual-afetiva afetam diretamente os índices de escolaridade, motivam negligência familiar, abandono, afastamento do núcleo familiar e perda de moradia. “O que leva muitas de nós à situação de rua, provocam e agravam quadros de adoecimento psicológico e psiquiátrico e nos tornam mais suscetíveis às violências físicas, sexual, moral, psicológica, material, patrimonial e institucional”.

 

Espaços de poder

Para a técnica, mulheres lésbicas passam por um processo de invisibilização nas universidades, cujas políticas institucionais ignoram e silenciam sua presença. “Somos minoria ou inexistentes nos cargos de chefia, direção e representação em órgãos colegiados.

 

Nos deparamos com entraves burocráticos para a garantia de direitos de familiares e demais dependentes. São desconsideradas nossas demandas específicas na formulação de projetos de desenvolvimento institucional, somos vítimas frequentes de assédio moral, sexual ou psicológico por parte de colegas ou de chefias”, lamenta Natália.

 

Movimento sindical

Para a técnica, ainda se soma a predominância de um movimento sindical machista, misógino e lesbofóbico, que exclui mulheres lésbicas do protagonismo dos discursos e dos processos políticos e de funções de coordenação das instâncias sindicais. “As entidades representativas acabam por reforçar estereótipos de gênero e sexualidade marcados pelo papel de subalternidade e fragilidade da mulher e pela heterossexualidade obrigatória, ratifica padrões estéticos dominantes e heteronormativos, faz uso de linguagem e símbolos sexistas e lesbofóbicos e desqualifica o debate político feito por e para as mulheres lésbicas da categoria”.  

 

(R)Existimos!

Por políticas institucionais e sindicais voltadas à promoção da educação continuada, saúde, lazer, cultura, formação política e sindical, melhoria do ambiente de trabalho e capacitação da mulher lésbica servidora técnico-administrativa! Pelo reconhecimento das diversas formas de constituição de nossas famílias e equiparação de nossos direitos!

 

Pelo fortalecimento coletivo de todas as trabalhadoras lésbicas, cis ou trans, em nossas universidades!

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Nota de Conjuntura e Chamado à Categoria para Jornada de Lutas

 

Governo Temer radicaliza nos ataques à classe trabalhadora. Reformas e privatizações ampliam-se, e carreira dos TAEs está ameaçada.

 

Desde o primeiro momento, denunciamos que a intenção das elites dominantes, com o golpe que levou Temer à presidência, era intensificar a um grau inédito o processo de rapinagem do Estado. Todo o preço da crise seria jogado nas costas de nossa classe, com a destruição dos serviços públicos e a retirada de todos os direitos trabalhistas.

Assim, os processos que resultaram na EC 95/16 (PEC 55 – congelamento dos gastos com os serviços), o brutal corte orçamentário sobre a educação, que está inviabilizando o funcionamento das IFES e provocando centenas de demissões em muitas universidades e institutos, a reforma trabalhista que desconfigurou a CLT e colocou o “negociado” acima do legislado, a nova legislação que libera a terceirização, e a reforma da previdência que tramita no Congresso Nacional, são projetos estratégicos para ampliar historicamente o nível de exploração dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

A negociata feita em torno da manutenção do mandato de Temer consumiu mais recursos, e por isso a conta sobre nossa classe se intensifica. O déficit anunciado, de 159 bilhões de reais, resulta de uma sangria absurda pelos pagamentos trilionários dos serviços da dívida pública, comprometendo nossas vidas e as vidas das gerações futuras. A manutenção de Temer, a reforma política que está em vias de ser votada, e até mesmo a discussão de suspender as eleições presidenciais no ano que vem, demonstram o quanto é profundo o golpe, bem como o papel das instituições num regime pseudo-democrático como o que vivemos. O mercado, na impossibilidade de viabilizar Meirelles como candidato palatável à Presidência, busca formas de assegurar mais tempo para que as reformas sejam aprovadas na íntegra, sem expor os parlamentares ao julgamento das urnas.

Assim, a agenda de votações no congresso é retomada, as privatizações (com a Eletrobrás, os aeroportos, rodovias, casa da moeda e o pré-sal na bola da vez) são aceleradas, e a redução do Estado anda a passos largos. O Governo Federal trabalha com 5 medidas que atingem duramente os servidores públicos:

  1. 1.A primeira, pautada no PDV, na redução da jornada com redução salarial, e no incentivo ao afastamento de servidores.

 

  1. 2.A segunda, alicerçada no descumprimento de acordos firmados em 2015, no cancelamento de reajustes, no corte/bloqueio de concursos, e na extinção de 60 mil vagas e extinção de cargos, trabalhando a perspectiva de terceirizar parcela ampla de nossa categoria.

 

  1. 3.A terceira, que efetivamente reduz salários, ao aumentar o desconto previdenciário dos servidores de 11% para 14%, ao mesmo tempo que estuda a redução dos valores dos benefícios [Alimentação, pré-escolar e saúde].

 

  1. 4.A quarta, que objetiva ampliar as condições para a ocorrência de demissões de servidores públicos (coerente com o projeto de terceirização e com o processo de criminalização de dirigentes das lutas), através de projetos de lei que tramitam no congresso, como o PLS 116/2017.

 

  1. 5.A quinta medida, que trabalha a destruição das carreiras no serviço público, incluindo as carreiras ditas estratégicas e de Estado, num processo de reforma do Estado muito mais grave do que vivenciamos em 98 com FHC e Bresser.
  2.  

Embora a medida provisória específica que trata do fim da estrutura do PCCTAE ainda não tenha sido encaminhada, em diversas conversas com dirigentes de instituições de ensino que temos desenvolvido, fica nítida a intenção do governo de nos incluir no rol de criação de carreiras com vencimentos mais baixos, maior dificuldade para progressão por mérito, e a desconstrução dos incentivos que valorizam a qualificação e capacitação dos trabalhadores. Isso é ferir de morte a carreira que durante anos e muitas greves fomos construindo, e refletirá no processo de terceirização e de desmonte da Educação superior pública, gratuita e de qualidade. Não por acaso, o Governo acelera as audiências públicas para instituir a cobrança de mensalidades nas IFES.

 

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER – 14 de setembro tem PARALISAÇÃO NACIONAL

 Entendemos que o processo de construção sucessiva de Greves Gerais deveria estar no centro da agenda do movimento sindical, mas infelizmente o vitorioso processo que começou em março último, terminou abandonado em junho pelas centrais ligadas ao governo golpista [Força Sindical, UGT e CSB] em troca de discutir a manutenção do imposto sindical, e essa situação nos exige tomar medidas que reimpulsionem a nossa classe à luta, como única forma de impedir esses ataques.

Ao mesmo tempo em que mantemos o chamado à construção de espaços unitários para a construção de uma nova Greve Geral, também articulamos com outras categorias, e a partir da última reunião ampliada do FONASEFE (fórum que articula as entidades representativas dos servidores federais), passamos a buscar a construção de ações conjuntas com outras categorias. No próximo dia 14, os servidores federais, bem como os trabalhadores metalúrgicos, já tem definição de fazer fortes manifestações, lutas e paralisações por todo o país, e outros setores da classe trabalhadora também discutem como unificarmos nessa iniciativa.

 

A FASUBRA conclama toda a sua base a nos somarmos nessa paralisação nacional, articulando com outros sindicatos, e em especial no âmbito da educação, com a UNE, ANDES e SINASEFE, e suas representações locais em cada instituição, buscando ações que deem ampla visibilidade e coloquem na ordem do dia a resistência aos ataques de Temer e a exigência de estabelecimento de negociação, como centrais nessa data. Também estamos orientando, como iniciativa de denúncia do Democratas, do Ministro Mendonça e dos setores que historicamente trataram o MEC como mercadoria, a realização de um ATO NACIONAL em Recife-PE, para iniciar um processo mais ostensivo de pressão sobre os parlamentares e o Governo, de que a ação direta dos trabalhadores vai retomar as ruas e o protagonismo.

Para tanto, entendemos que devemos jogar os mais amplos esforços nessas iniciativas, e nas que delas decorreram. O protagonismo histórico de nossa categoria é mais uma vez urgente e necessário, e precisamos de ampla unidade para efetivarmos essa resistência.

Para tanto, ações vêm sendo discutidas no âmbito da direção nacional da Fasubra, as quais passamos aqui as principais orientações. Salientamos que, em virtude das tarefas imediatas colocadas, estamos adiando os seminários de aposentados (sudeste / centro-oeste) e LGBTI, para momento posterior, dada a necessidade de jogar todos os esforços na agenda a seguir:

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E O PACOTÃO DE TEMER CONTRA O FUNCIONALISMO:

 

- Até 5 de setembro: articulação e fortalecimento dos Fóruns estaduais de servidores públicos.

- Primeira semana de setembro: pressão nos parlamentares nos Estados para votarem contra a reforma da previdência.

- Atos de escracho nas sedes do PMDB, DEM e PSDB nos estados bem como nos escritórios políticos de lideranças e figuras públicas da base aliada do governo.

- Ação concentrada nos aeroportos e residências dos parlamentares para pressionar deputados contra o pacote de Temer.

- Reunião da Direção Nacional da Fasubra – 13 de setembro – Recife/PE

- Paralisação Nacional nas IFES em 14 de setembro

- Atos nos Estados em 14 de setembro, buscando unidade com todos os setores da classe que também incorporem essa data como dia de lutas e paralisações

- Ato Nacional 14/setembro em Recife, com participação de delegados à Plenária Nacional, trabalhadores da UFPE e UFRPE, delegações e caravanas das entidades do nordeste, organizado pela Fasubra e entidades filiadas da região, na casa ou escritório político do Ministro da Educação.

- 15 de setembro: Continuidade da reunião da Direção Nacional (manhã) e instalação da plenária nacional a partir das 14 horas, em Recife-PE

- 16 e 17 de setembro – continuidade da Plenária Nacional da Fasubra (Pauta: Conjuntura, Plano de Lutas, Prestação de Contas, Regimento Confasubra, Outros)

- Confecção de jornal da Fasubra contra o pacotão e a reforma da previdência.

Direção Nacional da Fasubra, 24 de agosto de 2017

Credenciamento online para a Plenária Nacional de setembro

 

Plenária Nacional será realizada em Recife - PE.

 

A FASUBRA Sindical informa aos sindicatos de base que o credenciamento online para próxima Plenária Nacional Estatutária que acontece dias 15, 16 e 17 de setembro, já está disponível no link: https://form.jotformz.com/61373487068666. O evento acontece no hotel Hotel Dan Inn Mar em Recife-PE.

 

Pauta

Nesta Plenária serão apresentados os informes nacionais e de base, será realizada a análise de conjuntura, discussão do Plano de Lutas e prestação de contas da Federação. Também será aprovado o Regimento Interno do Congresso da FASUBRA (CONFASUBRA) que acontece de 26 de novembro a 1º de dezembro.

 

As entidades filiadas devem encaminhar no prazo de quatro dias antes da Plenária:

 

  • Comprovante de pagamento da mensalidade com a FASUBRA;

  • Ata com o nome dos delegados titulares eleitos e suplentes;

  • Lista de presença em papel timbrado digitalizada ou as folhas digitalizadas do livro de ata em que contiver o registro da assembleia;

  • Informe de Base (IB) digital – em Word – para ser disponibilizado na pasta dos delegados, a fim de que, todos os presentes tenham acesso às informações.

  • O Informe de Direção (ID) também será disponibilizado na pasta dos delegados.

 

A FASUBRA enviará o comprovante de credenciamento ou informação de pendências, no máximo 24 horas antes da realização da Plenária.

 

Serviço

Plenária Nacional Estatutária

Data: 15, 16 e 17 de setembro 2017

Hora: 9h

Local: Hotel Dan Inn - Recife/PE

 

Informações de hospedagem

Hotel Dan Inn - Recife/PE

1) Apartamento Single - R$ 159,00

2) Duplo - R$ 179,00

3) Triplo - R$ 224,00

 

Endereço - Av. Bernardo Vieira de Melo, 694 -  Bairro Piedade

CEP 54400-000 -  Recife -PE

 

Contato para reservas - Nivaldo

e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Telefone -  (81) 2123-4343

 Localização - o hotel fica a 2,5 km da Praia de Boa Viagem. O Aeroporto Internacional de Guararapes fica a 7,5 km de distância.

Mais informações: http://daninnmar.com-recife.com/

 

Audiência pública REHUF

 

A FASUBRA acompanha no dia 30 de agosto da audiência pública para esclarecimento sobre a exclusão do Hospital São Paulo de recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF) e sobre a situação dos hospitais públicos do Rio de Janeiro. O evento promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família acontece na Câmara dos Deputados, às 9h30min no Plenário 7. O ministro da Saúde, Ricardo Barros é convidado.

 

 

Agenda de Lutas

Primeira semana de setembro: pressão nos parlamentares nos Estados para votarem contra a reforma da previdência.

05/09 - articulação e fortalecimento dos Fóruns estaduais de servidores públicos.

14, 15 e 16/09 - V Seminário Unificado de Imprensa Sindical

14/09 - Dia Nacional de Lutas, mobilização e Paralisação em defesa do serviço público, contra a reforma da previdência e pela revogação da reforma trabalhista.

15/09 - Reunião da Direção Nacional

15, 16 e 17/09 - Plenária Nacional Estatutária - Recife-PE

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical