Fasubra Sindical

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A CANÇÃO DA GREVE: “Dilma, negocia com os grevistas”

 
A Federação de Sindicatos de Trabalhadores técnico-administrativos das Universidades Brasileiras (FASUBRA) parodiou desta vez, a canção Sociedade Alternativa, bastante conhecida pela interpretação de Raul Seixas.

A música que leva na letra o refrão “Dilma, Dilma, Dilma negocia com os grevistas” fez sucesso durante os últimos atos do Comando Nacional de Greve. Até os servidores de órgãos como MEC e MPOG, local onde foram realizados atos com carro de som, decoraram e estão cantando as palavras de ordem.


Companheiro Técnico-administrativo, divulgue! 
A orientação da Federação é estimular o compartilhamento do “Dilma, negocia com os grevistas” nas redes sociais. Por isso, conclama a todos que usem seus perfis de Facebook, Twitter (entre outros) para divulgar o jingle. 
Por João Camilo 
Jornalista
Clique no link e assista: 
https://www.youtube.com/ watch?v=jfspJjaE2P4&feature=player_embedded

PARLAMENTARES PEDEM QUE O MPOG RECEBA A FASUBRA ANTES DO DIA 1

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Mais de 20 deputados federais participaram do encontro

Os parlamentares das Comissões de Educação e Trabalho e Serviço Público da Câmara dos Deputados se reuniram, na manhã desta quarta-feira (1º), com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Miriam Belchior, para tratar da greve nas Universidades Federais. A reunião teve como objetivo a busca de uma resolução para o impasse entre o Governo Federal e os servidores técnico-administrativos das universidades brasileiras, como também, nas negociações com os docentes das Universidades e Institutos Federais de Educação.

Além dos presidentes da CEC e da CETASP, Newton Lima e Sebastião Bala Rocha, respectivamente, participaram da reunião o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sergio Mendonça, e os deputados Antonio Carlos Biffi, Fátima Bezerra, Professora Dorinha Seabra, Kleber Verde, Afonso Florense, Policarpo, Manoel Junior, Paulo da Força, Eudes Xavier, Vicente Selistre, Alice Portugal, Nilson Leitão, Jandira Feghali, Efrain Filho, Reginaldo Lopes , Chico Alencar, entre outros. 

Em relação aos servidores técnico-administrativos, a deputada Alice Portugal, relatou que os servidores reivindicam um aumento do piso que passe para três salários mínimos, além de um “step”, ou seja, um internível de 5% entre os níveis da carreira. Outro ponto importante da pauta de solicitações dos técnicos é a reestruturação da carreira que não contou com grandes mudanças ao longo dos últimos anos.

Já são dois anos sem qualquer reajuste, inclusive com acordos assinados e inconclusos, em especial o acordo de 2007, que não foram totalmente compridos e/ou concluídos. Na oportunidade, a deputada fez um pedido, a ministra Miriam Belchior, para que os dirigentes da FASUBRA, representando os servidores técnico-administrativos, fossem recebidos antes do dia 13 de agosto, data definida pelo Ministério do Planejamento para apresentação das propostas as categorias.

Os parlamentares colocaram-se a disposição do governo para ajudar a superar o impasse e solicitaram à Ministra que, a exemplo do que foi feito para com os professores, fosse apresentada uma proposta aos trabalhadores técnico-administrativos em educação a fim de que as atividades das instituições sejam retomadas o quanto antes. Os deputados também pediram uma solução conjunta para os professores e os técnico-administrativos das universidades, que apresentaram propostas de reajuste salarial diferentes para o governo. Segundo os parlamentares, o atendimento de apenas uma das categorias não acabaria com a paralisação das aulas nas universidades. Os técnicos estão em greve desde 11 de junho.

No que se refere aos docentes das Universidades e Institutos Federais, a Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou  que a intenção do governo é reforçar o aspecto da titulação, com foco na qualidade da educação, uma imposição do momento nacional, afirmando que a proposta apresentada aos docentes “é o limite por parte do governo, sendo diferenciada em relação a qualquer outra categoria, pois, é um entendimento da Presidente Dilma". Afirmou ainda não ser possível fazer proposta similar para nenhuma outra categoria do serviço público.

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Os técnico-administrativos fizeram vigília no MPOG durante a reunião

Sobre os técnicos administrativos a ministra afirmou que a categoria recebeu reajuste real nos últimos anos e que as reivindicações apresentadas pela categoria jogariam a folha de pagamento desse segmento que, hoje, é de R$ 10 bilhões de reais para R$ 27,7 bilhões de reais por ano. Na oportunidade, observando a situação da economia e do país, levantou um questionamento “como negociar, com alguém que quer triplicar o salário e que começou a greve em maio?”.

Por outro lado, a ministra demonstrou contentamento por saber da disponibilidade da FASUBRA em negociar, mas ressaltou que “a proposta que será apresentada, e que é possível, é muito inferior às reivindicações da categoria”, assumindo o compromisso de abrir uma conversa com a Federação, mesmo sem a possibilidade de apresentar algo concreto.

Por João Camilo
Jornalista

Fotos: João Camilo/ASCOM FASUBRA
Luciano Ribeiro/ASCOM MPOG
Colaboração de texto: ASCOM Parlamentares

UMA LUZ PARA ACABAR COM O IMPASSE

Na última segunda-feira (30) os representantes dos técnico- administrativos em educação no Comando Nacional de Greve (CNG) e da direção nacional da FASUBRA, realizaram um ato simbólico na frente do Palácio do Planalto. Velas acesas foram colocadas em 61 cadeiras com os nomes de todas as universidades em greve.

O objetivo do ato foi mostrar ao governo e à sociedade a necessidade de uma luz , por parte do estado, sobre as negociações com os técnico-administrativos em educação, no sentido de acabar com o impasse que redundou na greve.

Por João Camilo
Jornalista

TRABALHADORES RESPONDEM SILÊNCIO COM MAIS UMA MARCHA

Após o adiamento da reunião com o governo na manhã de terça-feira (31), os representantes de todas as categorias em greve no país marcharam na Esplanada dos Ministérios, inclusive a FASUBRA.

A reunião que estava marcada para o dia 31, era o prazo que o governo tinha proposto para apresentar ao conjunto dos servidores, uma proposta de orçamento a respeito das demandas dos trabalhadores. A presidente Dilma transferiu a reunião para o dia 13 de agosto.

A decisão não agradou os servidores que se reuniram em frente à Catedral e marcharam até o Ministério da Fazenda. Lá cobraram uma posição do Governo. Em um dos quatro carros de som se ouvia, "tem dinheiro pra banqueiro, tem que ter pra educação". Mais de duas mil pessoas participaram do ato.

Para a FASUBRA os movimentos de rua marcam a posição dos trabalhadores em não esmorecer diante da omissão do governo. "Não nos cansaremos. Se o governo se omite, se silencia, nós respondemos com a força dos trabalhadores na rua ", salientou a Federação. 

Por João Camilo
Jornalista

MEC RECEBE A FASUBRA

 
Nesta segunda-feira (30) a direção nacional da FASUBRA e o Comando Nacional de Greve estiveram reunidos com o Ministro da Educação, Aluízio Mercadante. A reunião aconteceu na sede MEC em Brasília. A federação foi representada por Janine Teixeira, Paulo Henrique Rodrigues, Gibran Ramos, Rosângela Gomes e João Paulo Ribeiro. Além do ministro, participaram da reunião o secretário de Educação Superior Amaro Lins  e o chefe de gabinete do MEC Paulo Paim. 

A direção da FASUBRA iniciou informando que naquele momento, o Ministério do Planejamento havia desmarcado a reunião da mesa geral dos trabalhadores do Serviço Público Federal. “Foram canceladas todas as reuniões pré-agendadas para este período. O prazo que o governo acordou era 31 de julho, para apresentarem a proposta salarial ao conjunto dos trabalhadores do serviço publico federal”, comunicou a Federação. 

Os representantes da categoria disseram, ainda, que a data proposta de reunião com o MPOG  para o período de 13 a 17 de agosto não deixa margem nenhuma de negociação. “Isto só frustra as expectativas e prova o que imaginávamos: o objetivo é não ter negociação e sim imposição de uma proposta que venha surgir”, ponderou a FASUBRA. 

O ministro, que afirmou não saber da reunião com o MPOG,  informou aos representantes da Federação que após fechar a proposta com  docentes vai trabalhar internamente no governo, uma proposta para os Técnico-Administrativos e depois para os trabalhadores do MEC. “A última proposta apresentada aos docentes é a proposta final do governo. Esperamos resolver logo essa questão para resolvermos a situação dos técnicos da base da  FASUBRA. Estamos trabalhando com a ideia de um índice linear para os trabalhadores do PCCTAE, a inflação, tendo como base os dois períodos sem reajuste”, concluiu Mercadante. 

Por João Camilo
Jornalista

 
Foto: Fabiana Carvalho