Fasubra Sindical

Switch to desktop Register Login

Categoria aprova deflagração da greve nacional para 10 de novembro

 

Na ocasião, a Plenária Nacional aprovou o adiamento do XXIII Congresso da Federação para maio de 2018.

 

Na tarde de domingo, 22, os delegados das entidades de base da FASUBRA Sindical aprovaram em Plenária Nacional realizada no Rio de Janeiro-RJ, a deflagração da greve nacional para o dia 10 de novembro. Em regime de votação, a Categoria aprovou o adiamento do XXIII Congresso da Federação, de novembro de 2017 para  os dias 06, 07, 08, 09, 10 e 11 de maio de 2018.

 

Foram apresentadas duas propostas no plenário. A primeira com acordo da maioria da Direção Nacional da FASUBRA, apontou a deflagração da greve para o dia 10 de novembro e o adiamento do congresso da Federação foi aprovada. A segunda proposta apresentada pela minoria apontou estado de greve e fortalecimento do movimento, por meio de ações articuladas junto a entidades da educação pública e pela realização do congresso.   

 

Para a FASUBRA, a classe trabalhadora nunca presenciou tamanho retrocesso na retirada de direitos. O governo do presidente ilegítimo de Michel Temer tem como objetivo aprofundar e acelerar o ajuste fiscal. Com a aprovação da PEC do Fim do Mundo (EC 95/16), a ampliação da terceirização, a reforma trabalhista, a reforma do ensino e o decreto que fortalece o trabalho escravo no país, o governo federal impõe mais sacrifícios aos trabalhadores.

 

Neste momento, Temer tem como prioridade o ataque ao funcionalismo por meio de medidas como, o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a redução da jornada com redução de salários.  

 

De acordo com a Federação, o ataque às  universidades públicas, a exemplo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), se aprofunda.  O pacote de medidas anunciado nos últimos dias, envolve o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, a reestruturação das carreiras do serviço público, destruindo conquistas e vitórias acumuladas pelos trabalhadores técnico-administrativos em educação nos últimos anos, com muitas lutas e greves.

 

A previsão de de lançamento do pacote de maldades contra o funcionalismo público via projeto de lei ou medida provisória, será após a votação da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Temer, no Congresso Nacional no mês de outubro ou novembro, sem uma data definida.

 

Confira as resoluções da Plenária Nacional da FASUBRA

 

*Deflagrar a greve para o dia 10 de novembro, com possibilidade de antecipação, caso o projeto que reestrutura as carreiras seja apresentado (em forma de MP ou de projeto de Lei) antes dessa data.

 

*Construir e participar das atividades convocadas pelas centrais sindicais no dia 10 de novembro.

 

*Enviar ofício ao Ministério da Educação (MEC), informando que, em caso de qualquer ataque ao Plano de Cargos e Carreiras dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE) que modifique a Lei 11.091/05, a FASUBRA vai deflagrar greve imediatamente.

 

*Realizar uma paralisação no dia 27 de outubro, Dia Nacional em Defesa dos Serviços Públicos, com ações radicalizadas.

 

*Caravana Nacional a Brasília - A direção da Fasubra vai convocar uma grande manifestação em Brasília-DF, todas as entidades de base precisam ficar em alerta. Será avaliado o melhor momento para a convocação da caravana.

 

Eixos da Greve:

  • Defesa da Carreira dos TAES!

  • Negociação Salarial Já! Nenhum direito a menos!

  • Contra o aumento da contribuição previdenciária! Não à Reforma da Previdência!

  • Revogação do PDV!

  • Em defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade!

  • Em defesa dos serviços públicos!

  • Contra o PL 116/17 – demissão por avaliação negativa (fim da estabilidade)

  • Em defesa dos hospitais universitários.  

 

Campanhas gerais

  • Participar da campanha pela revogação da reforma trabalhista

  • Campanha contra a retirada do título de patrono da educação de Paulo Freire.

  • Contra a reforma da previdência

 

Campanhas de esclarecimento específicas

  • Desmonte da carreira

  • Fim da estabilidade – demissão por avaliação negativa

  • PDV

  • Implicações da reforma trabalhista – terceirização nas universidades.

  • Em defesa da jornada de 30 horas (jornada contínua com turnos ininterruptos)

  • FORA TEMER!!!

 

As moções aprovadas serão publicadas em breve no Informe de Direção da FASUBRA.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

 

 

 

 

 

 

 

II Seminário LGBTI discutiu a vivência e opressão no local de trabalho

 

O Teatro do Oprimido encerrou o II Seminário LGBTI.

 

No início da tarde de sexta-feira,20, em continuidade ao II Seminário LGBTI, aconteceu a roda de conversa sobre a Vivência e Opressão no local de trabalho, coordenada por Mariana Oliveira Lopes técnica-administrativa em educação da Universidade Federal de Goiás (UFG). Foram convidados a compor a mesa o coordenador da FASUBRA, André Gonçalves e a psicóloga Paula Smith.

 


 

 

Para o coordenador André Gonçalves, o caso de uma companheira de Pernambuco que sofreu discriminação,  e recorreu à FASUBRA por meio de um depoimento na Plenária em Recife, contribuiu para a realização do seminário. Mesmo que a FASUBRA tenha uma relação institucional com os sindicatos e não diretamente com a base.

 

O movimento sindical ainda é muito machista, segundo o coordenador. “Quem chega dentro do sindicato, principalmente quem é LGBTI sente o quanto é machista e homofóbico. Você tem que se impor 24 horas pra conseguir ser respeitado, é bem complicado”. Destacou a importância de continuar com o0 debate nas bases e dentro da Federação. “Trabalhar com esse tema é um processo de construção”.

 

A partir de uma dissertação, André descreveu as relações LGBTI no ambiente de trabalho, dividida em duas partes:a ascensão funcional e a dificuldade de relacionamento  que a comunidade LBGTI tem no seu ambiente de trabalho.

 


 

 

Segundo o coordenador, muitos ficam no silêncio por medo de estigmas, preconceito e violência. “Revelar-se no ambiente de trabalho pode ser passível até de perder as conexões humanas, além do preconceito da sociedade por meio de discriminação, rejeição, abuso físico, e também abuso verbal”.

 

Na ocasião, falou sobre profissões que não são ocupadas por trabalhadores LGBTI, como exemplo a profissão de babá. Para André, atualmente a cultura do ódio chegou dentro das universidades. “Inclusive companheiros nossos que concordam com essas políticas de ódio que estão sendo implementadas, seja nos corredores, nas assembleias, colocando posições absurdas, que não era pra ser uma posição de um servidor dentro de uma instituição de nível superior”.

 

A cada uma hora um gay sofre violência no Brasil,  segundo o coordenador, principalmente após o impeachment houve a ditadura gay. “Na verdade é uma comunidade que sempre foi isolada, conseguiu espaço e agora está vendo novamente seu espaço ser bombardeado 24h, porque não há espaço na mídia”.

 

Segundo André, muitos LGBTI buscam o suicídio por nao suportar a discriminação e preconceito. “Não tem coisa pior do que você passar na rua e ver que as pessoas estão falando de  você, da sua sexualidade, isso é horrível”.

 

 

Subnotificação

 

A psicóloga Paula Smith acompanha as políticas públicas para LGBTI desde 2008, quando havia o programa do governo federal Brasil Sem Homofobia, com o objetivo de sensibilizar e combater o preconceito e a homofobia.

 

De acordo com Paula, o Rio de Janeiro é o estado que mais mata pessoas LGBTI no país, principalmente na baixada fluminense. Um dos principais desafios é a subnotificação dos casos de violência,  devido à discriminação nas instituições que deveriam tratar os casos. A psicóloga relatou o caso de uma pessoa LGBTI que procurou a polícia após ser agredida fisicamente. Ao chegar na delegacia, foi ameaçada pelo policial de agressão, quando falou o motivo pelo qual havia sofrido o delito. O caso foi parar na ONU.

 

“Isso nos faz pensar quantos casos de evasão escolar, evasão nas universidades que não aparecem diretamente. O ambiente oprime tanto porque se você não se sente bem no ambiente de trabalho, não consegue nem identificar. É semelhante aos casos de assédio moral, como você comprova?”

 

Para Paula, é preciso criar estratégias de enfrentamento na questão da sensibilização. “O trabalhador muitas vezes não tem um bom relacionamento no ambiente de trabalho, está sendo perseguido e não consegue provar isso”.

 


 

 

A psicóloga afirmou que a suspensão da resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe o tratamento psicológico de homossexuais e bissexuais como doença aconteceu porque muitos LGBTI saíram do armário. “Mas todos estão saindo do armário também, inclusive, os fundamentalistas”. A resolução, publicada em 1999, é embasada na decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que retirou a homossexualidade da lista de doenças.

 

“A bancada bbb vem se aparelhando, muitos têm financiado cursos de psicologia.Na minha faculdade estudei com pastores e padres e muitos não conseguiam nem falar comigo”.

 

Como formas de intervenção, Paula utiliza uma peça teatral baseada no texto de Luis Antonio Baptista da Universidade Federal Fluminense (UFF) chamada, A Atriz, o Padre e a Psicanalista - os Amoladores de Facas, apresentada em instituições de ensino. “Cada piada quando um colega nosso fala – não foi preconceito, foi uma piada – é uma amolação de faca invisível”.

 

 

Dinâmica das Pedras

Mariana encerrou a roda de conversa com uma dinâmica, em que os participantes recolhiam pedras no chão a cada frase de teor opressivo, que identificavam a discriminação vivida ou presenciada.

 


 

Ao final, as mãos estavam cheias de pedras, e os participantes compartilharam porque recolheram as pedras e suas experiências e observações de opressão no local de trabalho.

 

 

GT LGBTI

 


 

Os trabalhadores técnico-administrativos em educação se organizaram em grupos de trabalho, para analisar a carta do seminário anterior e realizar acréscimos. As propostas serão sistematizadas e apresentadas na Plenária Nacional da FASUBRA, realizada nos dias 21 e 22 de outubro.

 

Teatro do Oprimido

 

A peça teatral apresentada por trabalhadores técnico-administrativos e produzida por Marcelle  Esteves, vice do Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT, conselheira Estadual LGBT do RJ e integrante do Fórum de Mulheres Negras do RJ.

 

 

A estória retrata um estudante que mudou seu nome social e precisou passar por diversos constrangimentos dentro de uma instituição de ensino para conseguir ser chamada pelo nome escolhido.

 

 

O coordenador Wellington Pereira agradeceu a presença de todos e o esforço dos que ajudaram a construir o seminário.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

 

 

 

 

Especialistas discutem o rumo das políticas para a comunidade LGBTI

 

O retrocesso das políticas públicas marcaram o debate.

 

Nesta manhã, 20, começou o II Seminário LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais) da FASUBRA Sindical, no Hotel Golden Park Rio, na cidade do Rio de Janeiro. Na mesa de abertura, os diretores Wellington Pereira e Francisco de Assis  da coordenação de Políticas Sociais e Gênero afirmaram o compromisso da Federação em avançar na questão da igualdade de gênero.

 

Segundo Assis, o seminário “é um debate fundamental para trabalhadores e dirigentes sindicais no enfrentamento ao machismo e homofobia, reafirmando uma política de formação e respeito”. Para Wellington, o evento dialoga não só com o público LGBTI, mas com os técnico-administrativos em educação das universidades que trabalham com esse público.

 

Mesa temática

Os convidados para a primeira mesa de debates foram, Célia Selem da Secretaria da Diversidade da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Lopes de Souza Neto da Aliança Capixaba pela Cidadania,  Carolina Farias Ribeiro do coletivo nacional Mães e Pais pela diversidade e Charles Vieira, diretor do conselho regional de serviço social do RJ, membro do conselho estadual de direitos da população LGBT do RJ e pesquisador na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

As políticas LGBTI nas Universidades

Célia Selem falou sobre as experiências na Diretoria de Diversidade e as políticas implementadas na UnB. Se apresentou como lésbica e militante LGBTI desde os anos 2000 quando trabalhava com pesquisas sobre lésbicas no Brasil. “A UnB é a única que tem uma diretoria sobre o assunto e integra a universidade. Em outras universidades existem núcleos de pesquisas e coletivos dentro dos diretórios acadêmicos”, disse.

 

Atualmente, todos têm a consciência da situação de retrocessos que compõem a minoria na amplitude de direitos humanos (negros, LGBTI, mulheres, indígenas), segundo Célia. Também destacou o crescimento do pensamento conservador e fascista no meio da classe trabalhadora, devido ao distanciamento do contato de formação das bases, em uma perspectiva de diversidade e luta de classe. Para Célia, é necessário investir na formação da base sobre a questão LGBTI e alinhar à luta de classes para formar os trabalhadores.

 


 

Experiências na universidade

De acordo com Célia, na Diretoria de Diversidades há quatro coordenações, diversidade sexual, negros, indígenas e direitos da mulher, criados em 2013, em consequência da mobilização dos coletivos da universidade, após diversos episódios de discriminação e violência dentro do campus.

 

A diretoria tem espaço próprio e uma equipe técnica constituída de assistentes sociais e psicólogos, para atender as denúncias de casos de homofobia, assédios, preconceitos, violência física, por sistema eletrônica e presencialmente.

 

Também realizam acolhimento e atendem casos que ocorrem com os estudantes fora da universidade. “Muitas vezes pessoas trans que não são aceitas dentro da família, acabam sendo expulsas e chegam até a  diretoria com um prejuízo acadêmico muito grande, sem ter onde morar e sem estrutura econômica e a universidade não consegue integrar esses estudantes dentro das políticas de assistência estudantil porque eles não se enquadram nos critérios”. São realizadas rodas de conversa que ajudam a identificar os diversos tipos de denúncias.

 

Políticas de Formação em Gênero e Diversidade  Sexual

Antônio Lopes de Souza Neto (Toninho) da Aliança Capixaba pela Cidadania, militante de direitos humanos, iniciou com o poema de Waldo Motta, homossexual e negro, do norte do Espírito Santo, reconhecido fora do país.

 

Em sua experiência na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) como técnico-administrativo, trouxe em 2009, o curso Gênero e Diversidade na Escola, um dos programas do governo federal que constituía a rede de educação para a diversidade do Ministério de Educação. “Haviam 16 cursos, no governo Dilma aumentaram para 40 cursos ofertados”.

 

A política inédita dos cursos ofertados, entre 2008 e 2009, incentivada pelo governo, surgiu a partir de um projeto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), por meio do Centro Latino Americano de Direitos Humanos e Sexualidade. Na ocasião, Toninho lamentou o desmonte da UERJ.

 

 

 

Toninho pontuou o desmonte do projeto Escola sem Homofobia de 2011, construído por organizações do movimento LGBT, vetado pelo MEC, por pressões fundamentalistas. “A formação em gênero e diversidade sexual é um desafio muito grande, tenho certeza de que nós técnico-administrativos temos condições de fazer esse enfrentamento nas assembleias”.

 

De acordo com o técnico-administrativo, em 2015, a proposta da Conferência Nacional de Educação de incluir os temas de gênero e diversidade sexual nos planos nacional, estaduais e municipais de educação foi extirpado. ‘O avanço das forças conservadoras, fundamentalista religiosas permitiu todo esse desmonte do que construímos”.

 

Também falou sobre a polêmica cura gay e discursos fundamentalistas religiosos nos cursos de psicologia. “Querem trazer à tona a famosa cura gay”. Para Toninho, é preciso pensar políticas de saúde para a população LGBTI. O técnico-administrativo defende a igualdade de gêneros e não a ideologia de gêneros.

 

Mães pela Diversidade    

De Maricá-RJ, Carolina Farias Ribeiro faz parte do coletivo Mães pela Diversidade, espalhado em todo país e nas cidades do estado do RJ. O movimento surgiu em São Paulo, dissidentes de outro grupos, expandindo para 14 estados.

 

“Como é triste a opressão de um filho, que não pode ser quem ele é dentro da sua própria casa, com os próprios pais. Ter que se esconder da própria mãe. A mãe, símbolo maior do acolhimento”, assim Carolina iniciou sua fala.

 

A proposta do coletivo é o acolhimento aos filhos LGBTI e mães por meio de conversas e muito diálogo sobre questões de como lidar com o fundamentalismo religioso. Como exemplo do pensamento fundamentalista, Carolina contou sobre as mudanças na vida noturna do bairro de Ipanema onde haviam diversos bares frequentados por pessoas LGBTs. “Estamos cada vez mais encurralados, em guetos e dentro de casa. E em casa não há acolhimento, eles vão para onde?”

 

 

 

Para Carolina, a situação de uma mulher trans, retratada na novela da TV Globo, foi um Boom,  “tivemos que deixar companheiras de plantão para acolher as famílias, a questão da transfobia assusta muito, a sociedade está aí para te expurgar”, disse se referindo à reação das pessoas sobre o assunto.

 

Carolina alertou sobre o problema da homofobia dentro da esquerda e a necessidade de acolhimento. “Temos esse trabalho como compromisso, não podemos deixar nossos filhos ao relento, porque quando deixamos, ele se afasta e vai para o mundo da marginalidade. Temos que cada vez amar mais”.

 

A mãe, compartilhou o caso de uma criança trans de seis anos de idade, de uma cidade do estado do RJ, que sofria discriminação. “A escola queria que ela entrasse na fila dos meninos, utilizasse o banheiro masculino, mas afirmava ser menina. Tivemos que interferir e conseguir um advogado para a mãe. A escola não entendia aquela criança de seis anos dizendo o que ela era. Conseguimos que fosse aceita, isso foi uma grande vitória pra gente”, desabafou Carolina.

 

 

Políticas de estado para as comunidades LGBTI

Charles Vieira, diretor do conselho regional de serviço social, membro do conselho estadual de direitos da população LGBT do RJ, conselheiro fiscal e ex-diretor do Sindipetro-RJ, participa de um grupo de trabalho de enfrentamento às opressões dentro da Petrobrás.

“Nós bichas temos que sair do armário do nosso gueto e ir para o armário da sociedade para militar junto com os companheiros que não são LGBT. Todos nós somos trabalhadores, a luta é comum contra a  burguesia, contra o capitalismo”

 

Segundo Charles, o retrocesso da laicidade do estado está fazendo retroceder muitos direitos. No Brasil mata-se mais pessoas LGBTI que em qualquer outro país, onde é criminalizada a homossexualidade, uma pessoa morre por dia por motivação lgbtfóbica. “No Brasil se mata mais travestis e transexuais no mundo. São crimes com requinte de crueldade, como empalamento, facadas, esquartejamento”.

 

O que é esse Estado? A serviço de quem está trabalhando?

 

Charles se aproxima da concepção Gramsciana de Estado, que o define enquanto sociedade política e sociedade civil. “Vivemos em um Estado onde predomina a hegemonia ideopolítica e socioeconômica burguesa sobre bases conservadoras, fundamentalistas, confessionais e latifundiárias. É a bancada da bala, da bíblia e do boi (bancada BBB). Em sua natureza é um Estado violador de direitos. Irá defender os direitos de um determinado setor em detrimento de outros”.

 

História das políticas sociais para a comunidade LGBT

Baseado no livro, Na trilha do Arco Íris, dos autores Júlio Simões e Regina Fachin sobre a história das políticas sociais voltadas para  a população LGBT, Charles apresentou uma discussão de movimentos LGBTs no Brasil, em três ondas.

 


 

Em 1973, a população LGBT lutava por visibilidade, contraculturalmente questionando os valores da burguesia. “Só que nesse momento ainda não se falava em políticas sociais, ainda em período de ditadura”.

 

A segunda onda aconteceu em meados da década de 80, quando surge a epidemia de AIDS, que faz diminuir o número de grupos, pulverizar e descentralizar os militantes pela causa LGBT. “Isso obrigou os grupos que resistiam, a fazer um giro nas suas pautas pela despatologização da homossexualidade. Até então a AIDS era um privilégio da população gay, a medicina da época dizia que a culpa era do gays do sexo masculino. Foi o estigma que a população LGBT trouxe”.

 

Na terceira onda, na década de 90, o movimento ganha uma certa institucionalização, o marco foi em 1995 quando surge o projeto de lei para união civil homoafetiva, quando acontecem os encontros e surgem outros grupos voltados para a causa LGBT, preocupados com a população LGBT que tinha AIDS.

 

Charles defende que está em curso uma quarta onda, de mercantilização das pautas LGBT via terceiro setor, na década de 2010 pra cá ocorreu um boom de organizações não governamentais. “O problema é quando o Estado tira a responsabilidade por nossas pautas e direciona somente para esses setores, pra mim é uma desconstrução daquilo que a gente quer”.

 

Em 2004, surge o programa Brasil sem Homofobia. Em 2008, é criado o Plano Nacional de Promoção e Cidadania e Direitos Humanos de LGBT e regulamentado o processo transexualizador através da portaria 1707/08. Em 2013, o Brasil reconhece o casamento homoafetivo. Em 2015, é regulamentado o processo de adoção e o uso do nome social para travestis e transexuais em autarquias.

 

“Tudo é muito recente! Quando a gente começa a conquistar espaço, vem essa onda reacionária, mercantilizada e fundamentalista que faz retroceder um monte de direitos”. Charles finalizou convocando a população LGBT para ocupar os espaços políticos. “Ser LGBT para além de uma questão de gênero, é uma política!”

 

Assessoria de  Comunicação FASUBRA Sindical

 

 

 

 

Plenária Nacional discute a decisão da base sobre o indicativo de greve e o CONFASUBRA

 

Cerca de 180 delegados das entidades de base filiadas à Federação participam do evento.

 

A Plenária Nacional da FASUBRA Sindical começou na manhã de sábado, 21, no Hotel Golden Park Rio, na cidade do Rio de Janeiro. Cerca de 183 delegados das entidades de base filiadas à Federação participam do evento.

 

Os coordenadores Antônio Alves (representando Rogério Marzola), Leia Oliveira e Gibran Jordão abriram a plenária com uma consulta aos delegados de base, sobre a deliberação nas assembleias, referente ao indicativo de greve para o dia 23 de outubro. O resultado anunciado até o momento é que, a maioria das entidades não aprovaram o indicativo e as demais aprovaram estado de greve. A decisão final será nesta tarde, 22, após votação dos delegados de base presentes.

 

Os coordenadores agradeceram as contribuições das entidades de base, destinadas aos trabalhadores técnico-administrativos em educação arbitrariamente demitidos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

 

Análise de conjuntura

Após a saudação e informes, a mesa coordenou a análise de conjuntura dos representantes das forças políticas da Direção Nacional. O indicativo de greve previsto para 23 de outubro e o adiamento do Congresso Nacional da FASUBRA (CONFASUBRA) foram destaques das avaliações.

 


 

Também em pauta a construção de uma caravana nacional no dia 10 de novembro em Brasília-DF, em conjunto com trabalhadores dos segmentos do serviço público e iniciativa privada e ações durante a semana.

 

Unidade

Para o coordenador Toninho,  a greve é necessária e a maioria da Direção Nacional defende a  deflagração ainda nesse período. A FASUBRA tem buscado unidade com outros setores, para realizar atos como aconteceu no Rio de janeiro e Pernambuco. “Mas, sabemos que se a gente sair em greve sozinhos, seremos frontalmente atacados por esse governo, que vai querer acabar com nosso plano de resistência”.

 


 

Toninho defendeu o calendário que aponta a construção de uma caravana a Brasília no dia 10 de novembro junto com as centrais, com ações específicas da FASUBRA no Ministério da Educação (MEC), pressionando parlamentares. Dentro do calendário apontar uma greve. “Se essa greve não sair no início de novembro, que a gente dispute aqui com a categoria, para apontar uma greve ainda em novembro e fazer o enfrentamento ao governo e seus ataques”.

 

Parar a universidade

Leia Oliveira chamou à reflexão sobre a reprovação do atual governo pela população. “Um governo com apenas 3% de aprovação, não é governo. Temos um golpista vivendo em um Estado de exceção, onde a democracia está sob ameaça e as instituições estão em xeque. O povo não acredita mais nos três poderes (executivo, legislativo e judiciário)”.

 

 

 

Para a coordenadora, dia 27 de outubro (Dia do Servidor Público) é uma data estratégica, “temos que de fato parar a universidade e levar o debate à sociedade, fechar as avenidas dialogar com os movimentos sociais, porque serão os maiores prejudicados se a universidade for privatizada”.

 

Segundo Leia, é preciso unir na construção de uma greve real, caso contrário, o CONFASUBRA deve  acontecer neste ano. “Ou lutamos, ou ano que vem não tem mais carreira, não tem FASUBRA e nem universidade. À luta companheiros e unidade na Federação’

 

Foco

Para Gibran Jordão, os trabalhadores têm planos e sonhos, “e tudo o que foi construído nos últimos períodos por meio de greve, fará muita diferença se a gente perder”. Segundo o coordenador, o objetivo do governo é destruir a carreira e aumentar a contribuição previdenciária de 11% para 14%. “Esse ano não teve negociação isso condiciona o nosso futuro e de nossa família”.

 


 

 

A proposta da Direção Nacional é construir a greve, “se for o caso podemos ir até sozinhos”, disse. Segundo Gibran, o ideal neste momento é construir um estado de greve e  que a Plenária autorize a Federação a convocar rodadas de assembleias a qualquer momento. O coordenador destacou o dia 27  de outubro para realizar ações nas bases e a caravana à Brasília no dia 10 de novembro, junto com as centrais. “Para construir todo esse processo na base, precisamos abrir mão do CONFASUBRA esse ano. Foco e prioridade é o nosso futuro!”

 

 

Greve forte

Vaz afirmou que a Categoria já se encontra em estado de greve, desde o movimento paredista de 2016 contra a PEC 241/16. “Nós fizemos a greve sozinhos, uma luta que pensamos e avaliamos. A FASUBRA teve coragem de peitar sozinha”. Para o coordenador, foram dois meses de uma greve forte e vitoriosa do ponto de vista político. “A categoria mostrou que está atenta e sempre aberta a todos os chamados”.

 


 

Vaz observou que uma greve forte é necessária, com musculatura suficiente. Tem acordo com o calendário, a estratégia de engrossar o caldo para a greve, unificar com os servidores públicos federais, docentes e discentes. “Se o ataque ao PCCTAE vier, é claro que vamos enfrentar com greve. A nossa maior luta é sair daqui e cada militante passar no setor de trabalho e dizer pra todos, ou sai todo mundo ou perdemos todos. Greve unida, calendário aprovado e vamos sair vitoriosos!”

 

Não é opção

Segundo Rolando Malvásio, o ataque que está pro vir é muito violento, vem o pacotaço do governo e a reforma da previdência. “O governo busca apoio da sociedade com o auxílio da mídia. Se metade do que nós já ouvimos em Brasília acontecer, a greve começa no mesmo dia. Vamos ter que lutar, sem luta sem ganho. O problema é achar que greve se faz por decreto. Greve se faz conquistando corações e mentes”.

 


 

 

Para o coordenador não há dúvidas sobre qual é a posição da FASUBRA. “Tem bases que estão mais adiantadas na mobilização, outras estão atrasados e sempre tivemos paciência para saber quando esse “time” acontece. A greve vai acontecer”. Rolando defendeu a proposta de calendário da direção, com previsão de greve para novembro e o adiamento do congresso. “Não lutar, não é opção pra nenhum de nós”.

 

 

Consciência coletiva

Rafael Pereira, não se mostrou surpreso com a decisão das assembleias. “A direção tem que ser a síntese da base. A nossa base definiu que não quer uma greve isolada, mas uma greve conjunta, organizando a Categoria com outros segmentos”.

 


 

De acordo com Rafael, é necessária a aprovação de um amplo calendário de efetiva construção na base e produção de uma consciência coletiva. “Construir a luta com os servidores públicos nos estados, com as demais categorias nas universidades, com os trabalhadores da educação básica pública, privada porque a reforma da previdência e trabalhista atinge a todos”.

 

Para o coordenador, congresso da FASUBRA deve ser parte da ampla mobilização e fortalecimento da categoria, da reoxigenação da base e também da renovação da direção. “O congresso é parte da luta e não atrapalha”.

 

Ampla mobilização

Adriana Stella rechaçou a construção de caravanas para o dia 10 de novembro, e apontou a realização de atividades nas bases com a classe trabalhadora. “Temos que lutar de forma unificada, ombro a ombro com o conjunto da classe trabalhadora, a data que representa essa unidade é 10 de novembro. Para fortalecer nas bases a construção dessa data, é importante sim a gente sair daqui em estado de greve, construindo a mais ampla mobilização”.

 

 

Para a coordenadora, é necessário, convocar os técnicos para reuniões setor por setor, formar comandos de mobilização e organizar para ter força e enfrentar os ataques. “Construir fortes atos a partir do calendário de mobilização rumo à greve geral, para unidos derrotar Temer, todas as reformas e tirar todo os corruptos. Entendemos que o congresso da FASUBRA deve ser neste ano, para fortalecer as lutas e armar a categoria”.

 

 

Greve agora

Neide Dantas destacou o avanço da direita na sociedade como um movimento mundial. “No Brasil o ataque às liberdades individuais, ´/as artes que sempre foram foco de resistência estão fazendo um desserviço ao pensamento brasileiro. E principalmente aos ataques aos direitos humanos e liberdades individuais”.

 


 

Questionou o que os trabalhadores técnico-administrativos estão esperando para agir. “O que vem após a vitória do Temer é a Medida Provisória que tem efeito imediato. A greve tem que ser agora, já. Estamos atrasados pra fazer greve, para lutar pelos nossos direitos”. Para Neide, o adiamento do Confasubra está condicionado à realização da greve. “Nossa carreira já está no telhado, o governo só vai nos empurrar e depois não adianta dizer que a FASUBRA não fez nada”.

 

Greve Já!

Segundo Zila Camarão, o governo não vai atacar, já está atacando. “A última plenária tirou Estado de greve e já devia ter sido trabalhado para a greve do dia 23, pra esta plenária entrar em greve. Tem que ter greve já”.

 


 

Para a coordenadora, não há acordo em fazer caravana no dia 10 de novembro. Zila apontou a deflagração de greve dos trabalhadores técnic-administrativos em educação, “quem sabe não se constrói uma greve geral a partir da nossa. É greve, não adianta muito discurso”.

Em seguida, a mesa abriu as inscrições para a análise dos delegados de base.

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Ato Nacional em Defesa da Educação Pública reúne milhares de manifestantes na UERJ

 

Na ocasião, ocorreu o lançamento da Frente Nacional em Defesa da Educação Pública.

 

O Ato Nacional S.O.S. Educação Pública realizado na quinta-feira, 19, no Rio de Janeiro-RJ, reuniu cerca de 1.500 pessoas, entre as quais, trabalhadores técnico-administrativos, docentes, estudantes, reitores, centrais sindicais, movimentos sociais, parlamentares, partidos e organizações. O evento aconteceu na Concha Acústica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Caravanas da região sudeste também engrossam as fileiras contra a reforma da previdência e o pacote anti-servidor do governo. Na ocasião, ocorreu o lançamento da Frente Nacional em Defesa da Educação Pública.  As quatro entidades nacionais, FASUBRA Sindical, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) e União Nacional dos Estudantes (UNE) iniciaram o Ato.

 

A iniciativa de construir a frente nacional para dar visibilidade ao conjunto dos ataques em curso, das universidades. Atualmente, não são apenas as universidades estaduais do RJ que vivem sem salário e com promoções congeladas. Outros estados também estão sob ataque as universidades federais já vivem em seu cotidiano o corte de verbas. A intenção é que também sejam lançadas frentes estaduais, envolvendo todos os seguimentos da educação.

 

ANDES-SN

 


 

“Realizar esse ato no Rio de Janeiro e dentro da UERJ, pra nós tem um simbolismo, entendemos que o RJ é um balão de ensaio para uma política nacional de desestruturação das políticas públicas e retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. As instituições públicas de ensino são patrimônio da classe trabalhadora e não podemos admitir nenhum tipo de retrocesso ou de desmonte da educação”, Eblin Farage, presidente do ANDES.

 

Sinasefe

 


 

“É fundamental que esse ato, que já é vitorioso, seja o primeiro passo. Vamos levar a cada escola, ato público, local de trabalho, onde estiver a classe trabalhadora, a defesa intransigente em todos os níveis da educação pública, gratuita e referenciada na classe trabalhadora.  Até o fim a gente vai defender com as armas que tivermos a gratuidade e a institucionalidade das universidades e institutos”, Fabiano Faria, coordenador geral do SINASEFE.

 

FASUBRA

 


 

“Os trabalhadores técnico-administrativos entendem que os ataques do governo será combatido na busca da unidade de diversos seguimentos da educação pública do país. A FASUBRA fez um chamado aos companheiros de toda parte do país, de norte a sul, para estar aqui e juntos encontrar uma saída de resistência aos ataques às universidades públicas. Esse ato também acontece em outros estados. Mais do que isso, buscar diálogo com os usuários do serviço público, porque educação desde o nível básico ao superior é questão estratégica para um país”, Antônio Alves Neto, coordenador da Estaduais e Municipais da FASUBRA.

 

UNE

 


 

“É preciso construir uma ampla unidade contra o projeto de precarização e sucateamento das universidades. Nós temos responsabilidade e jamais abaixaremos a cabeça, em momentos como esse somos capazes de construir a unidade popular contra os retrocessos do nosso país.  Esse governo que tem os piores indicadores tem um projeto claro de devolver a universidade pública para as elites. Há um projeto claro de precarização das universidades na América Latina”, Luiz Eduardo Correa da Silva, diretor de Relações Internacionais da UNE.

 

O coordenador geral da FASUBRA, Gibran Jordão acompanhado da coordenadora Cristina del Papa afirmou que o governo quer mais.

 

 


 

“Querem enviar ao congresso um pacote de maldades, com objetivo de destruir várias carreiras do serviço público federal, aprofundar a destruição das universidades e tentar mais uma vez a aprovação da reforma da previdência”. Para Jordão, é necessário construir um calendário unificado rumo à greve geral, que derrube o governo Temer e estabeleça uma nova correlação de forças. “Contem com a FASUBRA”.  

 

Marcha da Educação Pública

 


 

Às 17h, os  trabalhadores técnico-administrativos, docentes, estudantes, centrais sindicais e movimentos sociais se organizaram em marcha pela Radial Oeste. Em frente ao Maracanã, a manifestação ocupou todas as faixas da via.

 

A polícia militar tentou desobstruir uma das vias utilizando bombas de gás lacrimogêneo, dispersando os manifestantes, gerando conflito. Uma técnica-administrativa foi atingida na região lombar por uma bomba.

 


 

 

 

Após alguns minutos, a marcha foi retomada até o Instituto Federal do Rio de Janeiro. Representantes das entidades realizaram falas em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade.

 

Para a Fasubra, a exemplo do Ato Nacional realizado em Pernambuco, os trabalhadores técnico-administrativos fizeram mais uma marcha vitoriosa, unificando trabalhadores e estudante das universidades e instituições federais de ensino. Denunciando à populaçåo a necessidade de defender o serviço público, contra o desmonte dos governos!

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical